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Florestas Submersas by Takashi Amano: o fecho de um ciclo excecional que marcou uma década

Florestas Submersas by Takashi Amano: o fecho de um ciclo excecional que marcou uma década

Durante dez anos, Florestas Submersas by Takashi Amano foi um dos espaços mais emblemáticos do Oceanário de Lisboa. Mais do que uma exposição, tornou‑se um lugar de encontro entre a natureza, a ciência e a emoção. Ao longo deste período, aproximou milhões de pessoas da importância do equilíbrio ecológico e, além disso, revelou o poder transformador da contemplação. Agora, aproxima‑se o momento de celebrar o fecho natural deste ciclo extraordinário: a exposição encerra a 30 de setembro, após uma década que ficará para sempre na história da instituição.

Uma década que transformou a forma de olhar a natureza

Inaugurada em 2015 e inicialmente prevista para três anos, Florestas Submersas permaneceu em exibição durante uma década graças ao impacto profundo que gerou no público. Ao longo destes dez anos:

  • foi vivida por mais de 10 milhões de visitantes,
  • tornou‑se um marco internacional na relação entre arte, natureza e ciência,
  • despertou consciências e inspirou gerações,
  • aproximou pessoas de todas as idades da natureza,
  • e elevou o conceito de aquário a uma verdadeira obra viva.

Além disso, a exposição apresentou o maior nature aquarium do mundo, com 40 metros de comprimento e 160 000 litros de água doce, construído com 4 toneladas de areia, 25 toneladas de rocha vulcânica dos Açores e 78 troncos de árvores provenientes da Escócia e da Malásia. Consequentemente, tornou‑se uma referência incontornável no panorama internacional do aquapaisagismo.

O ecossistema integra mais de 10 000 organismos vivos, incluindo 40 espécies de peixes tropicais e 46 espécies de plantas aquáticas, muitas delas presentes desde 2015. Por isso, a manutenção deste aquário vivo exigiu mais de 11 000 horas de mergulho especializado, refletindo o compromisso contínuo da equipa do Oceanário com a preservação da visão original de Amano.

A última grande criação de Takashi Amano

Florestas Submersas foi a última obra de Takashi Amano (1954–2015), mestre do aquapaisagismo e criador do conceito de nature aquarium. Amano acreditava que a verdadeira riqueza e beleza surgem da harmonia entre todas as formas de vida — uma visão profundamente enraizada na estética japonesa wabi-sabi, que valoriza a impermanência e a transformação.

Assim, o artista dedicou-se a este projeto como a síntese da sua visão estética e filosófica. Viria a falecer apenas quatro meses após a inauguração, conferindo à obra um significado particularmente intenso. Preservar esta criação durante uma década foi um privilégio e uma responsabilidade assumida com rigor, respeito e profundo orgulho.

Celebrar o percurso: últimos meses para visitar

Até ao encerramento, Florestas Submersas continua viva e disponível para todos os que desejem (re)descobrir esta paisagem submersa única. Durante os últimos meses, o Oceanário de Lisboa promove iniciativas especiais que revelam os bastidores desta obra viva.

Como as visitas guiadas aos bastidores, que revelam o trabalho técnico e científico que sustenta este ecossistema. As visitas decorrem todas as quartas-feiras, até 30 de setembro. A visita em inglês realiza-se às 13h15 e a visita em português às 13h30. Cada sessão tem a duração de 60 minutos e inclui acesso a uma visita livre ao Oceanário.

Deste modo, estas atividades oferecem uma perspetiva rara sobre a dimensão invisível da obra e reforçam o seu caráter vivo e em constante transformação. Ao mesmo tempo, permitem compreender a complexidade e a dedicação envolvidas na manutenção deste aquário singular.

O fim de um ciclo, o início de novos caminhos

O encerramento de Florestas Submersas representa a conclusão consciente de um ciclo excecional. Tal como na natureza, os ciclos cumprem-se para dar lugar à renovação, à mudança e a novas formas de continuar a inspirar. Por isso, este momento celebra tudo o que foi vivido, aprendido e partilhado ao longo desta década.

O legado permanece — na memória coletiva, no impacto gerado e na inspiração que continuará a acompanhar o percurso do Oceanário de Lisboa enquanto instituição viva, em permanente evolução. Por fim, este capítulo termina, mas a inspiração continua.

10 anos. Milhões de olhares. Um legado vivo.
A natureza muda. Nós também.
Obrigado por fazerem parte desta história.

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